


Juntos, analisamos os desafios atuais, identificamos forças motrizes e elaboramos cenários sobre possíveis futuros, criando estratégias reais para alcançar transformações estruturais na sociedade. Esse é um convite para você fazer parte dessa jornada e apoiar na construção de um futuro possível.

Conforme o futuro se torna mais imprevisível, passa a ser também mais influenciável.
Considerar uma variedade de cenários sobre possíveis futuros pode gerar insights práticos sobre o que podemos e devemos fazer hoje para evitar o futuro que não queremos e construir o futuro que queremos.
O projeto Cenários Futuros para a População Negra no Brasil é um projeto inovador que traça caminhos concretos para um Brasil mais equitativo para a população negra. A iniciativa reúne especialistas, ativistas, lideranças históricas e representantes de instituições parceiras para imaginar e construir futuros possíveis de forma estratégica.
Como será o futuro da população negra brasileira nos próximos 25 anos?
Conheça os 4 possíveis futuros para a população negra no Brasil em 2025
Cenário Aya:
Justiça Racial

Cenário Aya:
Justiça Racial
O Brasil se reconstrói a partir da justiça racial como fundamento da democracia corrigindo as distorções provocadas pelo racismo estrutural. A virada não é fruto de um milagre, mas sim do acúmulo de lutas de negros e indígenas que colocaram a equidade, a representatividade, a reparação e a redistribuição no centro da ação pública. Cotas raciais, ações afirmativas, participação no orçamento público, investimentos em educação e segurança pública transformam a realidade. No entanto, apesar dos avanços o racismo continua permeando a sociedade brasileira.
Nesse cenário, a justiça racial trata-se de devolver ao negro aquilo que lhe é de direito e que lhe foi sequestrado.
O adinkra "samambaia" representa resiliência, perseverança, força e orgulho.
O adinkra "samambaia" representa resiliência, perseverança, força e orgulho.

Cenário Sankofa:
Ascensão Econômica

Cenário Sankofa:
Ascensão Econômica
O Brasil surge como potência emergente e volta a crescer, gerando mais empregos e fortalecendo o Estado. Lideranças negras, indígenas e periféricas que atuam no setor público e privado promovem melhorias e reformas fiscais e tributárias avançam gerando mais equidade. A população negra vivencia uma ascensão econômica fruto de maior qualificação, ingresso nas maiores empresas e afroempreendedorismo mas parte significativa continua na informalidade e trabalho precarizado. Existem avanços inegáveis mas mantém estruturas que ainda concentram a riqueza e dificultam a mobilidade real.
Ascensão econômica negra como um sinal de que o futuro não é mais como era antigamente

Cenário Umoja:
Educação Antirracista que Transforma

Cenário Umoja:
Educação Antirracista que Transforma
O Brasil vive um novo ciclo, no qual a educação pública se torna a base de sustentação de um projeto nacional de justiça racial, social e econômica. O financiamento da educação é estruturante e serve como ferramenta de justiça. Estudantes negros, periféricos, indígenas, quilombolas, do campo e da floresta acessam a escola, permanecem nela, concluem suas trajetórias com sucesso, e se reconhecem nela. Os avanços não aconteceram sem resistência e os desafios continuam enormes. A sociedade começa a entender que muitos não partem do mesmo lugar e que é necessário nivelar as condições de partida.
Nesse cenário, se a educacao é uma porta para o futuro, o negro é a chave.
O adinkra Umoja simboliza unidade, solidariedade e harmonia entre as pessoas e enfatiza a colaboração, apoio mútuo e construção de laços fortes.

Cenário Nkyinkyim:
Sobrevivência e Resistência

Cenário Nkyinkyim:
Sobrevivência e Resistência
O Brasil é um território de dor. A democracia, como foi sonhada, perdeu força. O Estado, tomado por lógicas de controle e repressão, mais vigia do que cuida. A vida vale pouco, e vale menos ainda quando é preta, favelada e periférica. A violência estrutural é radicalizada e a necropolítica decide quem vive ou morre. O Estado existe, mas não é para todos. A cidade é para uns, a favela para outros. Apesar de tudo, a luta racial está presente e o movimento negro segue vivo, se renovando por necessidade. As favelas resistem e afirmam seu lugar como território de organização, cultura, inovação, produção, solidariedade e esperança.
“Carnaval não é esse colosso, minha escola é raiz, é madeira.” - Leci Brandão
O adinkra Nkyinkyim significa “torcer, virar”. Trata da natureza incontrolável da vida e da necessidade de resistência, versatilidade e dinamismo para prosperar nela.


Intencionalidade

Entender as realidades atuais da população negra e do sistema de racismo estrutural no Brasil, identificando suas dinâmicas e forças de influência

Construir de maneira colaborativa cenários sobre o que poderia acontecer com a população negra no Brasil.

Avaliar as implicações desses cenários e as ações necessárias para influenciar e transformar o futuro.

Definir os cenários desejáveis e elaborar estratégias concretas para torná-los realidade.

Engajar a sociedade para fortalecer o debate público e mobilizar atores estratégicos em prol de futuros mais justos para a população negra no Brasil.

Desenvolver redes de colaboração, pensamento sistémico e estratégias coletivas para a transformação social.



Por que Cenários
Futuros?
Nosso trabalho se dedica a aprofundar o entendimento das causas-raiz das desigualdades, identificando o que precisa ser feito para transformá-las de forma efetiva. Além disso, buscamos detectar tendências emergentes e construir soluções inovadoras que possam acelerar o progresso.
Acreditamos na força de uma rede de lideranças engajadas, capaz de influenciar e moldar futuros desejáveis. E, acima de tudo, estamos comprometidos em mobilizar a sociedade para que todos se unam na construção desse futuro.
Mais do que simplesmente analisar tendências, nosso objetivo é gerar um impacto real.
O projeto busca criar novas narrativas que possam orientar transformações sociais e estruturais profundas. Almejamos que os cenários servem como guia para influenciar políticas públicas, mudanças estruturais, planejamentos estratégicos governamentais, empresariais, e da sociedade civil, contribuindo diretamente para a construção de um futuro mais equitativo.
Nossos passos vêm de longe
Conectando com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
O projeto Cenários Futuros para a População Negra no Brasil está alinhado com e contribui para os seguintes ODS:






Nossos Parceiros
A construção de futuros só é possível com parcerias estratégicas. O projeto conta com o apoio de instituições comprometidas com a justiça social:
Realização:

Condução Metodológica:
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Parceiros:







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As mensagens dos cenários com mais pessoas
Sobre as implicações dos cenários para sua organização, movimento, comunidade e para o país como um todo
Os cenários em planejamentos, ações e debates
REFLITA
CONSIDERE

ORGANIZE
Diálogos e oficinas usando os cenários como base
DESENVOLVA
Soluções para criarmos um futuro melhor

Contribua para a Transformação

Use os materiais e faça
parte dessa transformação:
Abaixo, você encontra o relatório completo dos cenários, um resumo dos cenários, a tabela comparativa dos cenários, uma apresentação do projeto, que inclui informações detalhadas sobre os cenários, a metodologia utilizada e a lista de pessoas envolvidas no projeto, e um relatório síntese das entrevistas realizadas no início do projeto:
Relatório completo com informações sobre o projeto, a metodologia, as pessoas envolvidas, narrativas dos cenários, tabela comparativa e orientações sobre como usar os cenários
Tabela que compara os 4 cenários por incerteza estrutural
Documento de 4 páginas com o resumo dos cenários e as metáforas que os descrevem
Relatório síntese das principais preocupações, pressupostos e perspectivas dos entrevistados sobre o passado, presente e futuro da população negra no Brasil
Apresentação que resume o projeto, a metodologia e os cenários. Pode ser usada para apresentar o projeto e os cenários para diversos públicos.

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Autores























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Aiala Colares de Oliveira Couto | Instituto Mãe Crioula e UEPA
Ana Maria Fernandes Cardoso | Fundação Itaú
André Selistre Donega | Banco do Brasil
Benilda Regina Paiva de Brito | Nzinga Coletivo de Mulheres Negras e Griô Múcua Consultoria
Brenda Gonçalves | iFood
Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos | CEAP - Centro de Articulação de Populações Marginalizadas
Cecília Oliveira | Instituto Fogo Cruzado
Cristiane Ribeiro | Nzinga Coletivo de Mulheres Negras e INESC - Instituto Nacional de Estudos Socioeconômicos
Daise Rosas da Natividade | REAFRO e CRIAR
Denise Ribeiro Denicol | Odabá Associação de Afroempreendedorismo
Dione Assis | Black Sisters in Law
Edileuza Souza Seles | Banco do Brasil
Edson Luis de França | Frente Nacional Antirracista
Eloya Porto da Rocha | Fundação Lemann
Fábio Rocha | Instituto Unibanco
Guilherme Gonçalves Miranda Silva | Fundação Itaú
Iêda Leal Souza I MNU - Movimento Negro Unificado
Iracema Souza Silva | Fundo Agbara
Jackson Francisco Almeida de Souza | Todos Pela Educação
Jamile Barreto | reveR Consultoria e ABI - Associação Brasileira de Imprensa
Jeniffer Ribeiro da Silva e Silva | Sebrae Nacional
Joelson da Silva | Educafro Brasil
Kelly Tatiane Martins Quirino | Banco do Brasil
Luciene Malta Rodrigues | MOVER - Movimento pela Equidade Racial
Luis Araújo | Pesquisador
Marcelo Ottoni Nepomuceno | Banco do Brasil
Mariana Gino | CEAP - Centro de Articulação de Populações Marginalizadas
Nayane Cruz Gomes | Frente Nacional das Mulheres Negras
Nelson Mendes | Fundação Palmares
Raquel Ribeiro Martins | Ministério do Empreendedorismo, Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte
Samia Nascimento Sulaiman | Secretaria Nacional de Periferias, Ministério das Cidades
Tatiana Dias Silva | Ministério da Igualdade Racial
Vanessa Martins de Rezende Ramos | Grupo Mulheres do Brasil - Comitê de Igualdade Racial e Coletivo Maria Firmina de servidores/as publicos negras e negros
Vitor Del Rey | Instituto Guetto






