da página: :
top of page

Cenário Aya e o futuro da população negra

Os cenários da vida são desejados - ou não - de forma individual e construídos coletivamente


Artigo publicado originalmente na coluna Odabá, da Sler, pela Denise Denicol.


Na coluna Odabá, da Sler, uma das autoras dos Cenários Futuros para a População Negra no Brasil, Denise Ribeiro Denicol reflete sobre os avanços e limites da justiça racial no país a partir de um marco recente: o lançamento do Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial pelo Conselho Nacional de Justiça, em 2024.


Embora a iniciativa represente um passo importante no reconhecimento institucional do racismo estrutural no sistema de justiça, o texto provoca uma pergunta necessária:


"até que ponto mudanças normativas conseguem transformar estruturas historicamente excludentes?"


A autora lembra que, em mais de 190 anos de história do Supremo Tribunal Federal, apenas três ministros negros ocuparam cadeiras na Corte — e nenhuma mulher negra foi ministra.


A reflexão dialoga com críticas acadêmicas e jurídicas sobre a ocupação racial dos espaços de poder no Brasil, marcada por um histórico de exclusão e pelo projeto de branqueamento da população. Nesse contexto, Denise conecta o debate ao Cenário Aya, um dos futuros possíveis projetados pelo estudo, no qual a justiça racial se torna fundamento da democracia brasileira.

👉🏿 Conheça os quatro cenários pensados para 2050 e entenda como cada um deles projeta caminhos diferentes para o país.


Ao imaginar esse futuro, o artigo destaca que a transformação não viria de um milagre, mas do acúmulo de lutas históricas de movimentos negros e indígenas, combinadas com políticas públicas estruturantes, como ações afirmativas, participação no orçamento público e investimentos em educação.


Representado pelo adinkra da samambaia — símbolo de resiliência, perseverança e orgulho — o Cenário Aya convida cada pessoa a refletir sobre qual papel pode desempenhar na construção desse futuro.


Leia completo em:

Comentários


bottom of page