Cenário Aya e o futuro da população negra
- Equipe Instituto GUETTO

- 6 de mar.
- 2 min de leitura
Os cenários da vida são desejados - ou não - de forma individual e construídos coletivamente
Artigo publicado originalmente na coluna Odabá, da Sler, pela Denise Denicol.

Na coluna Odabá, da Sler, uma das autoras dos Cenários Futuros para a População Negra no Brasil, Denise Ribeiro Denicol reflete sobre os avanços e limites da justiça racial no país a partir de um marco recente: o lançamento do Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial pelo Conselho Nacional de Justiça, em 2024.
Embora a iniciativa represente um passo importante no reconhecimento institucional do racismo estrutural no sistema de justiça, o texto provoca uma pergunta necessária:
"até que ponto mudanças normativas conseguem transformar estruturas historicamente excludentes?"
A autora lembra que, em mais de 190 anos de história do Supremo Tribunal Federal, apenas três ministros negros ocuparam cadeiras na Corte — e nenhuma mulher negra foi ministra.
A reflexão dialoga com críticas acadêmicas e jurídicas sobre a ocupação racial dos espaços de poder no Brasil, marcada por um histórico de exclusão e pelo projeto de branqueamento da população. Nesse contexto, Denise conecta o debate ao Cenário Aya, um dos futuros possíveis projetados pelo estudo, no qual a justiça racial se torna fundamento da democracia brasileira.
👉🏿 Conheça os quatro cenários pensados para 2050 e entenda como cada um deles projeta caminhos diferentes para o país.
Ao imaginar esse futuro, o artigo destaca que a transformação não viria de um milagre, mas do acúmulo de lutas históricas de movimentos negros e indígenas, combinadas com políticas públicas estruturantes, como ações afirmativas, participação no orçamento público e investimentos em educação.
Representado pelo adinkra da samambaia — símbolo de resiliência, perseverança e orgulho — o Cenário Aya convida cada pessoa a refletir sobre qual papel pode desempenhar na construção desse futuro.
Leia completo em:



Comentários