da página: :
top of page

O tamanho da sigla LGBTQIAPN+ incomoda mais do que os índices de violência contra esse público no Brasil

O Dia Internacional contra LGBTQfobia é um alerta sobre a violência naturalizada contra pessoas LGBTQIAPN+


Mãos seguram bandeira LGBTQIAPN+ contra o céu azul


Enquanto parte da internet continua discutindo o tamanho da sigla LGBTQIAPN+, milhares de pessoas seguem convivendo diariamente com a violência, a exclusão e o medo apenas por existirem.


A cada comentário preconceituoso disfarçado de “opinião”, a cada piada normalizada e a cada silêncio diante da violência, reforça-se um cenário onde pessoas LGBTQIAPN+ continuam tendo seus direitos, sua dignidade e até mesmo suas vidas ameaçadas.


E os números mostram que isso está longe de ser exagero.



17 de maio: por que o Dia Internacional Contra a LGBTQfobia continua sendo tão importante?


Celebrado em 17 de maio, o dia marca a data em que a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990.


Mais de três décadas depois, a data continua necessária porque a violência contra pessoas LGBTQIAPN+ segue fazendo parte da realidade brasileira. A LGBTQfobia vai além de discussões nas redes sociais, porque atinge pessoas que muitas vezes são expulsas de casa por suas famílias, jovens que abandonam a escola por medo, trabalhadores que enfrentam discriminação no mercado de trabalho, agressões físicas motivadas por preconceito e assassinatos que continuam acontecendo simplesmente porque alguém decidiu existir fora dos padrões impostos pela sociedade.


Viver em um dos paises que mais mata o público LGBTQIAPN+, o 17 de maio se torna um lembrete urgente de que diversidade, dignidade e segurança não deveriam ser privilégios.


Essa data representa um chamado coletivo para enfrentar violências que seguem sendo naturalizadas todos os dias.



A morte de uma pessoa LGBTQIA+ acontece a cada 34 horas no país


Segundo dados recentes do Atlas da Violência, os ataques contra pessoas LGBTQIAPN+ cresceram mais de 1.000% nos últimos dez anos no Brasil.


Dados do Observatório de Mortes e Violências LGBTQIA+ no Brasil, relatório criado pela organização LGBT+ mais antiga da América Latina, O Grupo Gay da Bahia (GGB), mostram que, apenas em 2023, foram registradas mais de 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+. Em 2024, esse número subiu para 291 casos. Agora em 2025, as mortes violentas de pessoas LGBT+ diminuíram 12% no Brasil, sendo a maior parte das vítimas negra, e quase metade mulheres trans ou travestis.


Ainda que os dados tenham diminuido em 12%, o país continua liderando rankings globais de assassinatos de pessoas trans e travestis — uma realidade alarmante que ainda recebe pouca atenção proporcional à gravidade do problema.


Além disso, muitos estados brasileiros ainda não possuem políticas adequadas de monitoramento e registro de crimes LGBTfóbicos, o que significa que os números podem ser ainda maiores do que os oficialmente divulgados.


A violência contra a população LGBTQIAPN+ não acontece de forma isolada. Ela atravessa questões raciais, sociais e econômicas, atingindo principalmente pessoas negras, periféricas e em situação de vulnerabilidade.


Enquanto isso, boa parte do debate público continua concentrada em discussões superficiais sobre a sigla LGBTQIAPN+, em vez de enfrentar a violência estrutural que faz com que tantas pessoas ainda precisem lutar diariamente pelo direito básico de existir com segurança.


👉🏿 Conheça projetos do Instituto GUETTO que apoiam o público LGBTQIAPN+. Saiba mais!


Como você pode apoiar?


Mesmo quem não faz parte da comunidade homossexual participa diretamente da construção da sociedade em que vivemos — seja pelo posicionamento, pelo ausência de apoio ou pelas escolhas feitas no cotidiano.


Enquanto muitas pessoas reclamam da existência de diferentes letras na sigla, pessoas LGBTQIAPN+ continuam sendo expulsas de casa, perdendo oportunidades de trabalho, sofrendo violência psicológica, agressões físicas e, em muitos casos, morrendo simplesmente por serem quem são.


A indignação seletiva também produz consequências.


Combater a LGBTfobia não é apenas responsabilidade de quem sofre essa violência diretamente, é uma responsabilidade coletiva que envolve cobrar políticas públicas, promover educação voltada para diversidade, combater desinformação, apoiar projetos sociais e garantir dignidade e proteção para todas as pessoas.


O Instituto GUETTO atua diretamente na formação, inclusão produtiva e ampliação de oportunidades para pessoas negras, periféricas e LGBTQIAPN+, fortalecendo caminhos de autonomia, educação e transformação social.


Conhecer, compartilhar e apoiar iniciativas comprometidas com diversidade e inclusão também é uma forma concreta de enfrentamento à violência.


Combater a LGBTfobia exige mais do que discurso. Exige ação!



Hoje é o Dia Internacional Contra a LGBTQfobia, mas todos os dias deveriam ser dias de defender o direito de existir com dignidade.


Compartilhe. Apoie. Denuncie. Aprenda.


Clique na imagem abaixo e acesse a publicação no Instagram do Instituto GUETTO


Instituto GUETTO sobre fundo da bandeira arco-íris: Texto do Dia Internacional Contra a LGBTfobia.

Conheça mais sobre o Instituto GUETTO e o seu impacto em projetos sociais. Saiba mais!






Comentários


bottom of page