Soft skills ou Inteligência Artificial: o que será mais importante para sua carreira?
- Equipe Instituto GUETTO
- há 22 horas
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Durante meet up promovido pelo Instituto GUETTO no Web Summit Rio 2026, Leo Oliveira explicou por que inteligência emocional, inglês e habilidades humanas serão decisivos para ampliar a presença de pessoas negras e indígenas nos espaços de liderança

Entre os dias 8 e 11 de junho, o Instituto GUETTO marcou presença no Web Summit Rio 2026, a edição latino-americana de uma das maiores conferências de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo.
O evento reuniu milhares de participantes, startups, investidores, lideranças globais e empresas que estão discutindo os rumos da inteligência artificial, da transformação digital e das tecnologias que irão impactar o futuro.
O futuro da tecnologia não depende apenas dos avanços da Inteligência Artificial. Ele também será definido por quem ocupa os espaços de poder dentro das empresas. Essa foi uma das principais reflexões compartilhadas por Leo Oliveira durante o meet up promovido pelo Instituto GUETTO no Web Summit Rio 2026
Executivo de Recursos Humanos, mentor de carreiras e LinkedIn Top Voice, Leo construiu uma trajetória de mais de duas décadas liderando estratégias de pessoas, cultura, liderança e transformação organizacional em empresas globais de alta performance. Ao longo da carreira, ocupou posições de liderança na Netflix, Wellhub (antiga Gympass), LATAM Airlines e Siemens, atuando tanto no Brasil quanto em mercados internacionais.
Hoje é fundador e CEO da Humanos & IA, empresa especializada na aplicação de Inteligência Artificial para fortalecer decisões estratégicas de gestão de pessoas, conectando tecnologia, dados e experiência executiva para apoiar líderes e áreas de Recursos Humanos. Também possui formação executiva em Liderança e Negociação pela Harvard Law School, consolidando-se como uma das principais vozes sobre inovação, liderança e futuro do trabalho.
Quem vai ocupar o futuro da tecnologia?
O inicio do meet up, houve a provocação sobre diversidade no mercado de tecnologia, que ultrapassa a discussão sobre Inteligência Artificial: quem ocupará os espaços de liderança criados pelas transformações tecnológicas?
Durante muitos anos, Leo Oliveira conta que era o único homem negro em reuniões estratégicas, fóruns de liderança e ambientes corporativos. Em diversos momentos, sua presença parecia causar estranhamento, como se ainda fosse incomum ver um profissional negro ocupando posições de liderança.
"Durante muito tempo eu era o único cara preto nesses espaços. Muitas vezes as pessoas não entendiam nem por que eu estava ali."
Sua trajetória evidencia que ampliar a diversidade não significa apenas contratar mais pessoas negras e indígenas, mas garantir condições para que elas permaneçam, cresçam e alcancem posições de decisão. Afinal, se a Inteligência Artificial está transformando empresas e criando novas oportunidades, também é necessário discutir quem terá acesso a esses espaços e quem continuará sendo deixado de fora.
👉🏿 Assista a fala do Leo Oliveira no Web Summit Rio 2026
Soft skills podem ser o maior diferencial na era da Inteligência Artificial
Depois de mais de duas décadas liderando equipes em empresas globais, Leo Oliveira decidiu criar a Humanos & IA, empresa pioneira que utiliza Inteligência Artificial para apoiar decisões estratégicas de gestão de pessoas. Embora a IA seja capaz de automatizar processos, analisar grandes volumes de dados e acelerar decisões, não substitui aquilo que torna a liderança verdadeiramente humana.
Segundo Leo, à medida que a Inteligência Artificial assume tarefas operacionais, competências como inteligência emocional, comunicação, pensamento crítico, negociação, colaboração e capacidade de liderar pessoas tornam-se ainda mais valiosas. O mercado passa a buscar profissionais que saibam interpretar contextos, construir relações de confiança e tomar decisões que nenhuma tecnologia consegue reproduzir sozinha.
"Quando você entra no nível de conversa [das grandes empresas], você vê que a parte da inteligencia emocional e soft skills normalmente voltam"
Outro ponto destacado por Leo é que o domínio do inglês continua sendo um fator importante para quem deseja construir uma carreira em empresas globais de tecnologia. O idioma amplia o acesso às principais discussões sobre inovação, facilita a colaboração internacional e permite acompanhar tendências antes que elas cheguem ao mercado brasileiro.
Na visão do fundador da Humanos & IA, o desafio não é competir com a Inteligência Artificial, mas aprender a trabalhar ao lado dela.
Os profissionais que conseguirem combinar conhecimento técnico, domínio de ferramentas de IA e habilidades humanas estarão mais preparados para liderar equipes, desenvolver produtos e ocupar posições estratégicas nos próximos anos.
Leo Oliveira - Fundador da Humanos & IA

Como a educação pode preparar o futuro das próximas gerações?
Para o Instituto GUETTO, essa pergunta reforça a importância de ampliar o acesso de jovens negros e indígenas não apenas à formação técnica, mas também aos espaços onde o futuro da tecnologia está sendo debatido e construído.
As reflexões apresentadas durante o Web Summit Rio 2026 dialogam diretamente com a atuação do Instituto GUETTO, que trabalha para democratizar o acesso à educação, inovação e às oportunidades profissionais.
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