Repórter por um dia no Lollapalooza 2026: São Paulo se torna palco de transformação através da música e da cultura
- Tainá de Oliveira

- há 22 horas
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Tainá Oliveira, social media do Instituto GUETTO, esteve no festival junto a estudantes e voluntários para evidenciar como a música e a cultura ampliam horizontes para jovens periféricos

No dia 21 de março, o Instituto GUETTO levou estudantes e voluntários para curtir o Lollapalooza, em São Paulo, e eu tive a chance de ser repórter por um dia em um dos maiores festivais de música do Brasil. Ou seja, podia me divertir e, ao mesmo tempo, trabalhar. Um combo que todo social media sonha!
Participar de um dos maiores festivais de música do mundo, com toda sua potência cultural, foi mais do que viver shows — foi acessar novas possibilidades.
Já é a segunda vez que participo de um evento dessa magnitude a partir do meu trabalho, mas dessa vez consegui enxergar com ainda mais clareza o impacto real do que construímos todos os dias
Vem comigo sentir como foi viver toda a emoção do Lolla Day!
Cultura, acesso e pertencimento dentro de um grande festival
Sou Tainá de Oliveira, social media de um dos maiores programas educacionais do Instituto GUETTO, a Ponte para Pretxs, e pude presenciar estudantes e voluntários vivenciarem um festival como o Lollapalooza, circulando por espaços que muitas vezes parecem distantes da nossa realidade, assistindo a shows — muitos deles em outra língua — foi marcante. Acessar e ocupar esses espaços e encontrar os nossos, me causa o sentimento de pertencimento.
A dimensão do festival impressiona, mas o que mais toca é perceber como essas experiências ainda são inacessíveis para muitas pessoas. E é exatamente aí que o trabalho do Instituto GUETTO ganha ainda mais sentido: ampliar horizontes e democratizar o acesso à cultura e à música.
Ingressos sociais e acesso à cultura: a parceria entre Rock World e Instituto GUETTO
Algo que estava louca para fofocar aqui pra vocês é que muito antes de chegar ao Lollapalooza 2026 em São Paulo, o Instituto GUETTO já vinha construindo um caminho potente de acesso à cultura por meio da parceria com a Rock World — empresa responsável por alguns dos maiores festivais de música do Brasil.
Essa parceria se concretiza através dos chamados ingressos sociais, uma iniciativa que amplia o acesso de jovens, estudantes e organizações sociais a grandes festivais. Desde 2024, quando aconteceu a primeira experiência no Rock in Rio, passando pelo The Town e agora no Lollapalooza, o Instituto GUETTO já viabilizou a participação de mais de 130 pessoas entre estudantes, voluntários e equipe.
Além de garantir entrada em um festival, essa ação promove pertencimento, repertório cultural e experiências que impactam diretamente trajetórias profissionais e pessoais, como a sua e a minha. Não é demais?!
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No Lolla, essa vivência ganhou ainda mais força com a parceria com o Alma Preta Jornalismo, que fez a cobertura do evento, registrando histórias e promovendo diálogos com outras organizações sociais que também foram beneficiadas pelos ingressos sociais.
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Parcerias em outros festivais
Além disso, o Instituto GUETTO também constrói Pontes com outros festivais importantes da cena cultural brasileira. Um exemplo é o AFROPUNK Bahia, onde, em novembro de 2025, mais de 60 estudantes e voluntários tiveram acesso ao festival, vivenciando uma experiência profundamente conectada à cultura negra, à música e à identidade.
Para jovens em contextos de vulnerabilidade, distribuir ingressos sociais vai muito além de garantir presença em um festival — é sobre reparar desigualdades históricas de acesso à cultura. São experiências que impactam não só o indivíduo, mas toda a sua rede — família, amigos e comunidade.
Esse tipo de iniciativa mostra como a cultura e a música também são ferramentas de transformação social. E quanto mais organizações, empresas e parceiros se somam a esse movimento, maior é o alcance desse impacto social.
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Feira Preta e a potência da cultura negra no Lollapalooza 2026
Durante o festival, tive a oportunidade de conhecer de perto a estrutura da Feira Preta, um dos maiores movimentos de valorização da cultura negra na América Latina. Foi ali que tive uma conversa potente com Maysa Leite sobre a importância de pessoas negras ocuparem espaços como o Lollapalooza — não apenas como público, mas como protagonistas.
"Junto da Embaixada Preta, mantemos e nutrimos um ecossistema de empreededores negros e indígenas para que o trabalho se torne sustentável, sem viver somente pela sobrevivência"
Essa vivência reforça como festivais de música também são territórios de disputa simbólica, identidade e representatividade.
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Experiência que vai além do festival
Outro momento que me marcou profundamente foi um encontro inesperado com uma marca que faz parte da minha trajetória como criadora de conteúdo. Além de social media, também atuo como blogueira, e foi emocionante reencontrar, dentro do Lollapalooza, uma empresa fundada por uma mulher negra que acreditou no meu trabalho lá atrás.
Poder conhecer de perto as joias e conversar sobre o processo criativo foi simbólico — como se várias partes da minha história se conectassem naquele mesmo espaço.
Mas o festival não se resume a esses encontros. Ele também é sobre trocas e descobertas. Mesmo sem a presença da minha banda favorita, viver o festival foi uma oportunidade de me abrir para novas experiências, como o contato com a cultura coreana por meio de artistas que estavam se apresentando como a estreia histórica do K-pop no festival com o grupo RIIZE. Foi uma vivência rica, diversa e cheia de aprendizados!
E essa experiência não foi só minha. Tive a oportunidade de levar meu companheiro comigo, o que tornou tudo ainda mais especial. Porque, no fim das contas, o Instituto GUETTO não impacta apenas quem está diretamente envolvido — ele cria Pontes que alcançam famílias, amigos e toda a rede ao redor. De alguma forma, todo mundo é atravessado por esse impacto.
Faça parte: ajude a levar mais jovens para festivais como o Lollapalooza
Voltei para casa com o coração cheio e com ainda mais certeza do quanto esse trabalho transforma vidas.
O Instituto GUETTO acredita no poder da cultura, da música e dos grandes festivais como ferramentas de transformação social. E você pode fazer parte disso.
Se você também quer contribuir para que mais jovens negros e indígenas tenham acesso a experiências como o Lollapalooza em São Paulo, torne-se um colaborador e ajude a construir mais Pontes de acesso a cultura.



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