da página: :
top of page

Dia dos Pais: um legado construído entre gerações

Homem indígena com cocar pinta o rosto de uma menina em floresta; texto Instituto GUETTO no topo.
Foto: Getty Images

A construção de um novo olhar a partir dele, para ele e para além dele.


A paternidade também é um legado que se constrói no cotidiano.

Foi isso que Claudio Fagundes, membro diretor do Movimento Baía Viva, externou ao relembrar que ser pai sempre esteve relacionado a estar presente, compartilhar conhecimento e preparar os filhos para enxergarem o mundo com curiosidade, responsabilidade e disposição para ajudar outras pessoas. Pai de Cláudio Jr. e Gabriela Soares e avô de Vince e Olivia, ele olha para a própria trajetória com orgulho e encontra na família uma das maiores realizações de sua vida.

Em clima de Dia dos Pais, descubra como a paternidade negra vivida por Claudio Fagundes revolucionou sua vida, e como educação, afeto e compromisso com o coletivo podem atravessar gerações e transformar comunidades.


A paternidade como construção de uma família e de um legado


Quando Cláudio fala sobre ser pai, o orgulho pelos filhos aparece acompanhado de uma memória muito concreta: a convivência. Os domingos eram momentos de encontro, quando a família se reunia para ler jornais, conversar sobre os acontecimentos do mundo e trocar ideias.


Mais do que acompanhar o crescimento dos filhos, Cláudio buscava apresentar a eles possibilidades de futuro. Incentivava o aprendizado de novas línguas, estimulava a curiosidade e reforçava a importância de ajudar outras pessoas sempre que fosse possível.


Com o passar dos anos, ele percebeu que esses ensinamentos não ficaram apenas nas conversas. Eles também se transformaram em escolhas e caminhos próprios.


Gabriela, sua filha, hoje mora fora do Brasil, enquanto Cláudio Jr., seu filho, construiu sua trajetória como empreendedor. Para Cláudio, acompanhar essas histórias é também reconhecer a dimensão de sua própria jornada como pai: ter o prazer de construir uma família unida, acompanhar as conquistas dos filhos e perceber que valores compartilhados continuam presentes nas novas gerações.


E é justamente nessa ideia de continuidade que a paternidade ganha outro significado. Não se trata apenas de criar filhos, mas de transmitir referências, abrir caminhos e construir condições para que cada geração possa ir além da anterior.


Do conhecimento à prática: quando a educação amplia o impacto


A trajetória de Cláudio também mostra como o acesso ao conhecimento pode abrir novas possibilidades de atuação.


Participante do Projeto Sementes, representando o Movimento Baía Viva, ele encontrou no curso ferramentas que passaram a fazer diferença não apenas em sua formação, mas também na forma como consegue contribuir com o trabalho da organização.


Entre os principais aprendizados, está a elaboração de projetos para captação de recursos. Depois da formação, Cláudio escreveu sozinho seu primeiro projeto e passou a se sentir mais preparado para apoiar o Baía Viva, especialmente na busca por editais e oportunidades de financiamento.


Para ele, a experiência foi marcada pelo conhecimento adquirido, mas também pela troca proporcionada pelo projeto. Afinal, aprender também significa ampliar a capacidade de contribuir com outras pessoas e transformar conhecimento em ação.


“Me sinto agraciado pelo curso, pelo conhecimento e pela troca.”

, disse Claudio.


Essa experiência representa uma continuidade importante na história de Cláudio: assim como sempre incentivou os filhos a estudarem, conhecerem o mundo e ajudarem outras pessoas, ele também encontrou na educação uma ferramenta para fortalecer sua própria atuação social.


Fortalecer comunidades indígenas também é construir novos futuros


Por meio do Movimento Baía Viva, Cláudio apoia comunidades indígenas do Rio de Janeiro. Atualmente, a organização atua junto a nove comunidades indígenas no estado, desenvolvendo ações que buscam identificar, junto às aldeias, quais iniciativas podem contribuir de maneira efetiva para suas necessidades e projetos.


Entre essas ações estão mutirões de apoio às comunidades e iniciativas entendidas pelo movimento como parte de um processo de reparação e valorização dos povos originários. Para Cláudio, participar desse trabalho é uma experiência engrandecedora, especialmente por possibilitar uma aproximação baseada na escuta e na construção conjunta.


Um dos projetos que acompanha é a criação de um Laboratório Indígena na Aldeia Sapucaia, pensado como um espaço para ampliar as possibilidades de comunicação, produção e desenvolvimento da comunidade. A proposta inclui iniciativas como a criação de podcasts, gravações e outras ferramentas que permitam às próprias comunidades contar suas histórias, produzir seus conteúdos e fortalecer suas formas de expressão.



O trabalho também envolve sustentabilidade. Entre as iniciativas estão os plantios e o desenvolvimento de sistemas de agrofloresta, buscando conciliar a preservação ambiental com possibilidades de sustentabilidade econômica para as comunidades.


Para Cláudio, apoiar essas iniciativas significa reconhecer que conhecimento, tecnologia e desenvolvimento precisam estar a serviço das pessoas e dos territórios. E, nesse processo, sua própria trajetória encontra um novo sentido: o conhecimento que um dia ajudou a construir sua família e sua caminhada profissional agora também se transforma em ferramenta para fortalecer comunidades e contribuir para a construção de outros futuros.

Você pode apoiar o nosso trabalho e fazer parte do impulsionamento histórico de novos futuros. É só clicar aqui!

Comentários


bottom of page